Love + Photography

Porque ela disse “sim”

Que me perdoem os adeptos à “solteirice” convicta: eu sou romântica para caramba…. Tenho uma enorme necessidade de troca de olhares, telefonemas no meio do dia e cinemas com pipoca aos domingos. E beijos, beijos, beijos… Acompanhados de abraços apertados, demorados, de um “eu te amo” dito, inesperadamente, no meio da rua, quando você está distraída, vendo a vitrine da sua loja preferida ou de um ” tudo vai ficar bem, porque estou ao seu lado” quando,  depois de uma daquelas reuniões em que seu chefe tenta lhe arrancar a alma em plena segunda-feira, você, estressada, liga para ele e ouvi-lo já é mais que suficiente para saber que existe no mundo um porto seguro.

Eu adoro cobertores compartilhados em manhãs chuvosas, buquês de flores com bilhetinhos escritos à mão, cafunés e séries de tv em tardes preguiçosas no sofá, caminhar de mãos dadas e dormir de conchinha.  Clichê, eu sei, mas a vida não é toda um clichê? Que me atirem pedras os que prefiram o vento gelado ao calor do casaco do amado!

Mas, ao contrário do que possa parecer, não sou daquele tipo de romântica que chora vendo filmes água com açúcar (Para ser bem sincera, eu detesto filmes do gênero romance… Sim, pois é, vai entender….) ou  que passa horas escrevendo as iniciais do nome do namorado na capa do caderno.  Não, não, eu acredito no amor de uma forma mais realista, em histórias de amor de pessoas comuns ( Até a realeza europeia está meio “demodé”, quem dirá os príncipes e princesas dos contos de fada).

Sim, porque o amor não vai em busca de cetros e coroas (Na verdade, eu até acho que ele foge deles), ele procura pessoas reais, com vidas que, à primeira vista, nem pareçam ser tão interessantes. Ele não faz distinção de classe social, credo ou time preferido. Não quer saber se você vai à missa aos domingos ou se está com os impostos em dia.

É um inconveniente este tal amor. Não pede licença, vai chegando e puxando uma cadeira. Pode ter certeza, o amor vai lhe encontrar quando você menos espera (E pode até ser que você nem esteja preparada para ele). Não, meninas, não adianta, o amor vai lhe encontrar naquele dia de TPM  e estará justamente  naquele convite para o happy hour com os amigos que você acabou de recusar. Não vai lhe encontrar linda e perfumada, com uma lingerie sexy e de cabelo escovado. O amor é, muitas vezes, impaciente e não  vai esperar você comprar aquele vestido maravilhoso com uma fenda fenomenal, nem vai surgir quando você passe em um concurso e esteja finalmente com a vida estabilizada. Na verdade, o amor está pouco se lixando para a sua carreira ou para a sua conta bancária.

Ele vai aparecer em uma tarde chuvosa, quando aquele amigo que você não dava tanta bola resolver passar inesperadamente na sua casa para lhe convidar para um sorvete. Ué, mas não estava chovendo? Pois é, o amor também não lê jornais e ignora completamente a previsão do tempo. É um folgado esse tal amor! Invade a nossa privacidade, a nossa casa e as nossas madrugadas como aquela visita inconveniente que não nos avisa que está chegando. Pois é, o amor é um grande “sem noção” pois quem mais poderia sacudir a sua vida assim, como um furacão e lhe obrigar a refazer seus planos? Quem mais lhe faria largar tudo e recomeçar de uma maneira totalmente diferente, em outro lugar, em um outro país, quem sabe? E inventar uma desculpa esfarrapada para passar na frente da casa dele? E passar a acreditar em finais felizes, mesmo que a vida já tenha tantas vezes tentado lhe mostrar o contrário? Quem mais seria responsável por você estar, neste exato minuto, com os olhos marejados, suspirando, enquanto lê este texto? E lhe faria dizer “sim, eu aceito casar com você “?

Brenda e Denis, eu não sou boa com adivinhações. Mas de uma coisa estou certa: ninguém mais no mundo poderia ter unido tão fortemente vocês senão este louco, “sem noção” e –  por que não? – sábio senhor dos nossos destinos. Sim, esse tal AMOR que as minhas lentes tiveram o imenso prazer de registrar.

Porque, em algum lugar, deve haver uma explicação

 

Eu sou curiosa. Sério. Mesmo. De verdade.

Sofro de curiosidade aguda e isso faz um mal danado para a minha saúde…

Não consigo ficar parada diante de uma caixa embrulhada para presente. Começo os livros pela última página.  Novelas com o mote “quem matou fulano de tal” são uma tortura para mim. Sofro em jogos do tipo “detetive”. Enigmas me são quase uma afronta.

Mas, honestamente, nada na vida me deixa mais curiosa do que os sentimentos e a forma como as pessoas os encaram.

Como, de repente, passamos a gostar de alguém? O que separa simples conhecidos de grandes amigos?

Onde começam as grandes histórias de amor? De que elas são feitas?

E o ciúme? Tem algo mais sem sentido?

Medo? Alguém pode explicar o que nos deixa paralisado?

Sorrisos, onde eles são produzidos: nos lábios ou no coração?

E a coragem, de onde ela vem? E por que ela se esconde quando você mais precisa dela?

Como aquela primeira troca de olhares conseguiu mudar sua vida? E lhe levar ao altar? O que faz você crer que a sua história pode durar para sempre? E transforma o amor de duas pessoas em um filho?

Como você conseguiu crer no milagre da vida, mesmo tendo tudo para perder a fé? E  cumprir as suas promessas, mesmo que elas resultassem em sacrifícios?

O que faz você ter esperanças de que vale a pena lutar e acreditar que, no fim, tudo dá certo? E lhe dá forças para seguir, ainda que distante da família e dos amigos da infância?

Sabe de uma coisa? Dessa vez, eu não vou sofrer com a curiosidade (nem farei isso com meus leitores).  Ana e Juliano, para vocês, a resposta para todas as indagações acima.

Porque, no fim de tudo, por mais que eu pense, chego sempre à mesma conclusão óbvia que toda charada possui: para os sentimentos, assim como para as imagens, são desnecessárias as explicações.

Com vocês, diretamente da Terra Encantada dos Cup Cakes: Davi!

Meu coração agradece tanta luz em uma tarde de sábado!

Porque as mudanças são bem-vindas

Ter um filho muda tudo.  Parece slogan de propaganda de fraldas, mas é a mais pura verdade. E quando eu digo tudo, me refiro a TUDO mesmo, assim, deste jeitinho, com todas as letras em caixa alta.

Ter um filho muda a sua rotina. Muda os lugares que você costumava frequentar. Muda até o supermercado em que você fazia as compras do mês, pois, um dia, você descobre que lá não vendem a papinha preferida do seu filho.

Muda a cor dos seus cabelos (sim, seus fios brancos se multiplicarão com uma rapidez de dar inveja ao Usain Bolt!), seus hábitos alimentares, seu programa na academia, a quantidade de horas do seu sono e as suas roupas.

Você vai ter que trocar de carro, alterar a disposição dos móveis da sala e as cores da parede da sua casa serão outras (antes eram branco-neve e agora serão coloridas, cheias de riscos de giz de cera). Tudo, absolutamente, vai se transformar e vai haver dias que você vai ter a impressão de que sua casa, na verdade, mudou-se para Nova Orleans, depois do Katrina.

É por isso que muita gente tem medo de ter um filho.  As mudanças assustam, a rotina é confortável.  O novo dá medo.

Mas, se você parar um minuto para pensar, vai perceber, ao mesmo tempo, que as transformações que irão surgir mudarão também as cores do seu dia.

Mudará o cheiro da sua casa e o perfume dos seus cabelos.  O seu coração também mudará de lugar (de repente, ele resolveu começar a bater do lado de fora do peito, no corpinho de alguém que não tem nem um metro de altura) e o barulho da chuva vai ter outro significado. As contas, as dívidas, a importância que você dá ao dinheiro e às coisas de falso valor da vida serão menos significantes que o seu tempo livre e as manhãs de domingo ensolaradas.  Você vai se tornar um sensível.  Passará a chorar todas as vezes que assistir ao Rei Leão e quando você vir uma criança vivendo na pobreza extrema, pedindo esmolas, você vai emudecer porque vai lembrar do seu filho.

Mudará  a quantidade de sorrisos que você dará por dia. Os medos agora serão outros e a coragem que você não achava que tinha, de repente, no meio de uma madrugada, em um hospital, vai surgir (sim, você vai descobrir que não tem mais medo de agulhas). A sua profissão também vai mudar: você vai se transformar em Super-heroi, pois é assim que o seu filho vai desenhá-lo na tarefa de casa. O seu tempo será outro e as horas passarão devagar, pois você ficará ansioso para voltar para casa, no final do dia.

E, quando chegar a noite, você, ainda que cansado ou estressado com tantas mudanças, vai agradecer a Deus por cada uma delas. Porque ainda não inventaram nada neste mundo que se compare a um “eu te amo, mamãe” dito entre soluços e um abraço apertado.

Rubens e Cosma, essa é a minha maneira de dar as boas-vindas à melhor mudança de todos os tempos: Gabriel. E que ele transforme (com risadinhas, fraldas sujas e um amor sem igual) a vida de vocês na mais doce das aventuras.

Obrigada pela confiança e pela oportunidade de poder registrar esse momento sublime.

E ao amigo de sempre, Diogo Ramos, o meu mais sincero agradecimento por me ajudar, mais uma vez, a desenhar o amor com pincéis de luz.

Porque tudo tem um porquê.




Alguns acreditam em coincidência, outros em destino e há os que acreditam em horóscopo, tarô, duendes ou no poder do chá verde. Eu acredito em porquês. É por isso que meus posts iniciam-se sempre com um “porque…”, pois eu acredito que tudo na vida tem uma explicação.

Um dia, meu pai fez um melhor amigo. PORQUE ele tinha um sotaque mineiro, como o dele, e um coração enorme.

Da amizade entre eles, nasceu a amizade entre as filhas deles. PORQUE as crianças reconhecem-se umas nas outras.

Foi a primeira amiga que fiz na vida. Ela está presente desde as fotos dos meus primeiros aniversários às recordações mais doces que tenho da minha adolescência. Crescemos, separamo-nos, voltamos a nos encontrar. PORQUE a vida nos distancia dos amigos, mas os amigos não se afastam da gente. E a internet une as pessoas!

Assim, entre idas e vindas e quinze anos sem vê-la, eu a reencontrei e descobri que ela estava vivendo um doce sonho, o de ser noiva. O felizardo: um mineirinho simpático, de fala mansa e sorriso largo.

Como não me encantar? Eu precisava contar esta história de amor, através das minhas lentes, por tudo que esta linda noiva representa para mim, pelas risadas que demos juntas, pelo gostinho de queijo com açúcar que eu comia na casa dela e que ainda guardo na minha memória, pelo Book, o cachorro dela, que sempre nos fazia companhia, pelas cartas que nos escrevemos, pelo sorriso sincero que ela tem, pelo carinho enorme que eu tenho por ela, pela amizade dos nossos pais, pela nossa amizade. E porque eu adoro todas as histórias de amor!

Eu não podia, entretanto, contar esta história sozinha (era muita emoção para um só coração): para dividir comigo a responsabilidade (e a poesia) desta narrativa, Diogo Ramos. PORQUE eu não conheço ninguém que consiga enxergar com tanta sensibilidade o “invisível aos olhos”.

Malas prontas e câmeras na mão, saímos de extremos opostos do país incubidos da linda missão de escrever, não com lápis, mas com luz (e que luz!) o que as palavras não conseguem dizer.

Um dia incrível,  um cenário de contos de fadas, doces de leite maravilhosos e muita, muita  risada. Nem precisaria tanto quando o que se tem para fotografar é um lindo casal apaixonado.

Senhoras e senhores, unidos por joystiques, selos, cartas e um coração: Túlio e Adriane. PORQUE a vida quis assim.

Porque todas as histórias de amor são para sempre.

Não dá para definir o amor.
Mas a fotografia pode captá-lo.
Não dá para descrever a saudade.
Mas a fotografia pode abreviar a espera.
Não dá para descrever o olhar do amado.
Mas a fotografia pode registrar a luz dos olhos dele.
Não dá para voltar no tempo.
Mas a fotografia pode nos fazer reviver aquele dia especial.
Não dá para diminuir a distância.
Mas a fotografia pode encurtá-la.
Não dá para beijar para sempre.
Mas a fotografia pode congelar o beijo.
Não dá para ser alegre todos os dias.
Mas a fotografia pode arrancar-nos um sorriso.
Não dá para parar as horas.
Mas a fotografia pode imobilizar os instantes.
Não dá para evitar a lágrima.
Mas a fotografia pode transformá-la em poesia.
Não dá para prever o futuro.
Mas a fotografia pode transformar o presente.

Daniel e Emanuela, não dá para prever a hora certa. Não dá para mensurar os sentimentos. Não dá para não sentir falta. Não dá para prever o ” e viveram felizes para sempre”.

Mas a fotografia pode fazer com que as histórias de amor, todas elas, durem por uma eternidade.
Duvidam? Pois eu transformei uma tarde de sábado em PARA SEMPRE.

Porque tudo tem um começo.

Há um momento na vida em que paramos diante de uma encruzilhada: ou segue-se por um caminho ou vai-se por outro. Se você não encontrar uma galinha preta com farofa nesta mesma encruzilhada, considere-se com sorte.  Eu tive sorte.  No meu caso, só havia escolhas a serem feitas – e eu, sinceramente, não sei se não desejei encontrar a galinha invés delas.
Foi aí que surgiu a ideia do blog. Minto, não foi, mas para dar um ar romântico e intelectual eu digo que aconteceu assim.  Na verdade,  a idéia surgiu antes,  quando nem mesmo existia blog ou internet; ela nasceu da minha necessidade de escrever.  Eu, entretanto, não achava justo fazer isso com as pessoas, afinal ninguém é obrigado a ler o que eu penso.  Depois de ver todo tipo de “vergonha-alheia” no campo virtual, convenci-me do contrário.  Sim, eu poderia escrever bobagens, se as pessoas gostavam da Rebecca Black.
Resolvi então inaugurá-lo, pois, dentre as escolhas que me vi obrigada a fazer, surgiu a fotografia.  Confesso: sempre foi uma paixão antiga, a gente já flertava há um bom tempo, mas eu nunca havia tido a coragem necessária para me aproximar dela. Mas aí, um dia, como quem não quer nada, ela me deu bola. Estamos namorando firme, desde então.
De repente, eu estava tirando fotos de maneira mais séria. E sou da opinião que um fotógrafo precisa escrever.  São muitas sensações que se vive em um espaço de tempo muito curto e uma responsabilidade imensurável que se tem em armazenar momentos únicos para sempre.  Registrar esses instantes com palavras facilita a compreensão das imagens capturadas.  Mais:  faz com que possamos compartilhar o que existe por trás das lentes.  Saber o que há do outro lado da câmera também pode ser divertido.
Então, sinta-se em casa: puxe uma cadeira, tire os sapatos e seja-bem-vindo.